SEGUNDA-FEIRA – Procissão do Depósito
 
     
 

Para muitos campanhenses, a Semana Santa começa na noite de segunda-feira, com a Procissão do Depósito. De repente um grande andor revestido de pano preto que cobre a imagem de Nosso Senhor dos Passos surge de dentro da Catedral, para ser levado em procissão pela multidão esperando na praça. A banda se organiza atrás do andor e dá início ao primeiro acorde de uma marcha fúnebre. Uma atmosfera de extrema solenidade envolve a multidão, que segue lentamente em direção à Igreja das Dores, onde a imagem será 'depositada' em preparação para a procissão do dia seguinte.

 
     
 
 
 
 
 
 
     
 
Quando a procissão chega no seu destino, há um sermão destacando o sacrifício de Cristo pela humanidade.
 
 

 

 
 
 
     
  Terminado o sermão, as portas da igreja se abrem, revelando o Coral Campanhense que inicia o canto de um Miserere composto por Manoel Dias de Oliveira (c. 1735–1813). Sua seqüência de longos acordes contribue para manter o caráter de piedade, respeito e tristeza que marca a Semana Santa.  
     
 
 
     
  O andor é trazido para dentro da igreja, onde é parcialmente descoberto, permitindo aos fiéis tocar e beijar o santo nele contido. Trata-se de uma grande imagem de Cristo ensanguentato que se ajoelha com o peso da cruz. Diz-se que a imagem foi feita em São João del-Rey no início do século 19 e trazida a Campanha num carro de boi.  
     
 
 
     
 
 
     
  Enquanto os fiéis beijam a imagem, o coral se organiza no altar para passar as duas séries de motetos que cantarão nas procissões de terça- e quarta-feiras. Ambas foram compostas pelo mineiro Manoel Dias de Oliveira, porém em suas versões originais os motetos teriam sido executados por dois coros masculino com um ou dois cantores para cada parte. Em Campanha o segundo coro foi eliminado e o primeiro coro é cantado por um coral completo de homens e mulheres.  
     
 
 
 
O Coral Campanhense canta os motetos na Igreja das Dores após a Procissão do Depósito.
 
     
 
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